Na vanguarda da Harmonização Orofacial (HOF), a busca por tratamentos com resultados sólidos e não invasivos é constante. Entre as tecnologias mais promissoras, o ultrassom microfocado se destaca como uma ferramenta poderosa para diferenciar sua clínica e oferecer resultados de alto impacto.
Este artigo detalha a ciência por trás dessa tecnologia, suas aplicações clínicas e como a sua correta utilização pode agregar valor ao seu portfólio de tratamentos, promovendo o combate à flacidez e o estímulo de colágeno com segurança e naturalidade.
O Mecanismo de ação: ciência e precisão
O ultrassom microfocado é um procedimento que emprega ondas de ultrassom de alta concentração para alcançar as camadas mais profundas da pele. Seu grande diferencial técnico é a capacidade de atuar diretamente na SMAS (sistema músculo-aponeurótico superficial), a estrutura onde os processos de flacidez se originam.
A tecnologia gera micropontos de coagulação térmica em profundidade controlada. Esses pontos desencadeiam uma resposta que estimula de forma intensa a produção de colágeno novo (neocolagênese), substância essencial para o tônus e firmeza da pele. O resultado é um efeito de lifting natural, obtido sem a necessidade de incisões ou agulhas, representando uma excelente opção para pacientes que buscam rejuvenescimento com tempo de recuperação mínimo.
Gerenciando a experiência do paciente: dor e conforto
Uma dúvida recorrente entre pacientes é sobre o nível de desconforto durante o procedimento. A sensibilidade é variável conforme o indivíduo e a região tratada. No entanto, o procedimento é geralmente bem tolerado.
Para otimizar o conforto, o uso de anestésicos tópicos em aplicação bem superficial (1,5 mm) antes da sessão é uma prática recomendada. Além disso, a criação de um protocolo personalizado, que ajusta a potência do equipamento ao biotipo facial e à tolerância do paciente, é fundamental para uma experiência positiva.
Resultados clínicos e o cronograma de tratamento
É crucial alinhar as expectativas do paciente quanto aos resultados. Logo após a aplicação, uma vermelhidão ou um leve inchaço podem ocorrer, mas tendem a desaparecer em poucas horas. Uma das principais vantagens clínicas é a ausência de downtime, permitindo que o paciente retome suas atividades diárias imediatamente.
Fotos: Dr. Diogo Lustosa.
Ainda que um efeito tensor inicial possa ser percebido, os resultados mais significativos surgem gradualmente, à medida que o novo colágeno é produzido. O processo de produção de colágeno atinge seu pico em aproximadamente 90 dias após a aplicação. A melhora na firmeza da pele é progressiva, e os benefícios do tratamento podem durar de 12 a 18 meses, variando conforme a idade, estilo de vida e rotina de skincare do paciente.
Aplicações estratégicas: da face ao corpo
A versatilidade do ultrassom microfocado permite o tratamento de diversas áreas, tornando-o um investimento de alto retorno para a clínica. A eficácia é comprovada por agências reguladoras como a
ANVISA e o FDA. As principais indicações incluem:
- Flacidez de grau leve a moderado
- Tratamento de linhas finas
- Melhora do contorno facial
- Redução da gordura localizada leve e flacidez na região da papada
- Lifting de sobrancelhas (brow lifting)
- Rejuvenescimento de pescoço e colo
Foco na papada: uma solução "sem cortes"
A região submentoniana (papada) é uma das áreas mais procuradas para este tratamento. A tecnologia permite tratar simultaneamente a flacidez e a gordura localizada leve, promovendo um contorno mandibular mais definido e uma aparência rejuvenescida.
Fatores de precificação e valor percebido
Ao integrar o ultrassom microfocado em sua clínica, a precificação deve considerar fatores como a área a ser tratada, o número de disparos necessários e a tecnologia empregada. A experiência do profissional e um planejamento individualizado são cruciais para justificar o investimento e garantir a satisfação do paciente.
Dominar a técnica do ultrassom microfocado permite não apenas entregar resultados superiores, mas também posicionar sua prática profissional em um patamar de excelência e inovação.
Fonte (adaptado): Instituto Diogo Lustosa (clique aqui para ler o artigo original)